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terça-feira, 21 de março de 2017

Cientistas descobrem efeito perigoso em diclofenaco e ibuprofeno


De acordo  com um estudo comandado pelo Hospital Universitário Gentofte, de Copenhague, e publicado recentemente pela revista científica European Heart Journal, anti-inflamatórios como diclofenaco, naproxeno, ibuprofeno, rofecoxib (retirado de circulação desde 2004), celecoxib e outros estão associados ao aumento do risco de parada cardíaca.
A conclusão foi tirada entre os anos de 2001 e 2010, onde pesquisadores analisaram as paradas cardíacas registradas na Dinamarca fora dos hospitais. Das 28.947 pessoas que sofreram uma parada cardíaca, 3.376 (quase 12% delas) utilizaram algum tipo de anti-inflamatório 30 dias antes de o problema acontecer.
Números
Entre as pessoas que utilizaram algum tipo de AINEs antes de sofrer a parada cardíaca, 51% delas consumiram ibuprofeno e 21,8% fizeram uso do dicoflenaco (os dois anti-inflamatórios não-esteroides mais consumidos na Dinamarca).
Ainda segundo o estudo, o aumento do risco de parada cardíaca com o uso do ibuprofeno é de mais de 30%. Já o uso do diclofenaco pode aumentar a incidência do problema em 50%.
Entre os anti-inflamatórios não-esteroides, o naproxeno se mostrou o menos prejudicial. O estudo afirmou também que os AINEs estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo. Entre a população adulta dinamarquesa, 50% das pessoas já utilizaram algum tipo de anti-inflamatório não-esteroide no país.
No Brasil, a situação não é muito diferente e o uso indiscriminado de anti-inflamatório sem receita é recorrente. De acordo com o livro "Tarja Preta – Os segredos que os médicos não contam sobre os remédios que você toma", de Marcia Kedouk, um dos 10 medicamentos mais vendidos é composto por diclofenaco.
Fonte: Diário do Nordeste

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