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quarta-feira, 30 de julho de 2014

MP recorre contra concessão de habeas corpus a 23 manifestantes acusados de atos violentos











Tumulto provocado por manifestantes na saída do complexo penitenciário de Bangu: eles atacaram jornalistas que cobriam a libertação dos réus (Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo)
O procurador Riscalla Abdnur, do Ministério Público estadual, encaminhou, nesta terça-feira, recurso ao Tribunal de Justiça do Rio, solicitando que o desembargador Siro Darlan reconsidere a decisão de libertar 23 manifestantes acusados de associação criminosa armada. No recurso, o procurador sugere ainda que a decisão de Darlan seja submetida, em 48 horas, à apreciação dos demais desembargadores da 7ª Câmara Criminal.

O prazo de dois dias está previsto no regimento interno do TJ. No recurso, o procurador ressalta a gravidade das provas reunidas contra os 23 ativistas na investigação da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). O inquérito, iniciado em setembro do ano passado, reúne mais de duas mil páginas, além de sete mil horas de interceptações telefônicas, detalhando a forma de atuação dos ativistas, que tinham funções definidas, como a fabricação e distribuição de bombas e coquetéis molotov para serem lançados contra policiais nos protestos.

Caso Siro Darlan não reconsidere sua decisão, um colegiado formado por três desembargadores vai julgar o habeas corpus concedido no último dia 23. Na ocasião, 18 dos 23 manifestantes acusados de praticar atos violentos durante protestos eram considerados foragidos da Justiça.

JORNALISTAS AGREDIDOS EM BANGUEntre os cinco que permaneciam presos, estavam Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho; a professora Camila Jourdan e Igor D’Icarahy, além de Caio Silva de Souza e Fábio Raposo Barbosa, ambos presos desde fevereiro passado, por envolvimento na morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, que foi atingido na cabeça por um rojão durante protesto na Central do Brasil. Os dois continuam na cadeia, por responderem a esse outro processo, por homicídio.

No habeas corpus concedido na última quarta-feira, Siro Darlan afirmou que os acusados poderiam responder em liberdade ao processo e determinou que todos entregassem seus passaportes. Depois de terem sido libertadas, as ativistas Sininho e Camila foram acusadas de ameaçar e empurrar uma testemunha. Ele teria denunciado uma ordem de Sininho para atear fogo à Câmara de Vereadores do Rio. Horas antes, cinegrafistas e fotógrafos foram agredidos ao tentar fazer imagens dos manifestantes deixando o complexo penitenciário de Gericinó.

Fonte: O Globo

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